· Arquitetura · · T. Maria Amélia Pires · F. FG + SG Architectural Photography - Fernando Guerra

Casa de Sambade

Pureza volumétrica

Villas&Golfe Pub.

Para que a autenticidade da paisagem envolvente permanecesse intacta, a simplicidade volumétrica era um dos requisitos do cliente. Assim, a construção erigida – um prisma retangular aberto ao centro –, é agora mais um dos socalcos do terreno, perfeitamente equilibrado. O traçado é do gabinete de arquitetura Spaceworkers, com os arquitetos Henrique Marques e Rui Dinis na liderança, e a Casa de Sambade foi implantada numa zona rural de Penafiel, distrito do Porto, abraçando-a paisagens bucolicamente inspiradoras. Com base na tipologia do lugar, o projeto teve como principal objetivo a conceção de uma casa contemporânea que não perturbasse a paz visual da ruralidade circundante. Num primeiro soslaio, surge, então, um grande volume de betão de linhas minimais que rompe com a paisagem verdejante, sem, contudo, a desvalorizar. O contraste da construção de 1177 m2, resultante das grandes aberturas revestidas pela transparência do vidro e do uso do betão puro e cru, assemelha-se à própria natureza ao redor. Para que o impacto na paisagem fosse ainda menor, a piscina, debruada por um deck num dos lados, usa a forma alongada da casa, quase como se fosse o prolongamento da própria construção, criando uma relação harmoniosa entre a arquitetura e a paisagem. Além disso, uma grande abertura retangular conecta a sala de jantar a este espaço ao ar livre, o que sugere uma forte relação entre o interior e o exterior.
Num primeiro soslaio, surge um grande volume de betão de linhas minimais que rompe com a paisagem verdejante, sem, contudo, a desvalorizar.
Lá dentro, essa relação bidirecional entre interior e exterior continua presente. A cor branca, intercetada aqui e ali por elementos de uma decoração de interiores esmerada, baseada em objetos de design estrategicamente colocados, é a protagonista, refletindo a abundância de luz natural que entra por janelas, portas e paredes de vidro, convidando, assim, a natureza a entrar. As áreas dos vários espaços da casa, já por si só generosas, tornam-se ainda maiores, desafogadas e impregnadas de equilíbrio, tranquilidade e paz. E à medida que o sol desce no horizonte e o céu se pinta de outras cores, o betão cru adquire novas tonalidades. Pela profusão de vidro, os interiores são, ao longo do dia, lugares de elegante serenidade em constante mutação.

Perfil da moradia aos olhos dos arquitetos:
Nome dos arquitetos:  Spaceworkers - Henrique Marques e Rui Dinis
O projeto é: um desafio
Um detalhe: rigor de execução
Conexão com: a natureza
Cliente: Geométrico
Essencial: o betão
Qualidade: média alta
Tempo: 18 meses
Tecnologia: tradicional
Funcionalidade: uma casa minimalista
Otimização: budget

Arquitetos: Henrique Marques (à esquerda) e Rui Dinis (à Direita)
Arquitetos: Henrique Marques (à esquerda) e Rui Dinis (à Direita)
Maria Amélia Pires
T. Maria Amélia Pires
F. FG + SG Architectural Photography - Fernando Guerra