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Do futuro do setor imobiliário

António Rebelo de Sousa

Economista

António Rebelo de Sousa

Tem sido dito e redito que o Setor de Bens Transacionáveis representa o futuro das economias apostadas no progresso económico e social. Com muitos argumentos sólidos, embora correndo-se, em certos casos, o risco de alguma simplificação analítica.
A área do imobiliário é, naturalmente, associada ao Setor de Bens Não Transacionáveis ou, se se quiser, ao Setor de Economia Doméstica, o que leva alguns analistas a concluir, de forma um pouco redutora, pela sua condenação a prazo.
Ora, sem entrar numa análise mais aprofundada, como seria, aliás, desejável – mas, que as limitações de tempo e espaço desaconselham –, uma parte importante do empresariado moderno já compreendeu que é preciso associar a construção de bens imóveis à prestação de serviços.
Não basta, hoje em dia, construir um condomínio de apartamentos de inegável qualidade: é, também, fundamental garantir uma boa gestão desse mesmo condomínio, assegurar uma grande diversidade de prestação de serviços ao domicílio – que poderá ir das atividades de reparação, à limpeza, à restauração, à garantia de arrendamento, se necessário for, aos seguros e à própria gestão energética – e apostar, simultaneamente, na vertente turística.
Tão importante como construir bem é criar uma rede de serviços que satisfaça o cliente que adquire o apartamento ou a moradia que integra uma dada urbanização.
E o sucesso numa evolução com estas características poderá permitir, ainda que gradualmente, a conversão da área da construção numa atividade integradora do Setor de Bens Transacionáveis.
Sem criatividade não existirá, também, a indispensável adaptabilidade de um setor relevante aos desafios do futuro.
Excesso de otimismo?
Não creio que assim seja.
Trata-se do mais puro dos realismos.
Nem mais, nem menos...