João Trincheiras

O novo luxo: tecnologia e bem-estar

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Viagem «carpe diem»

Cristina Borges de Carvalho

Diretora Regional de Relações Públicas dos Hotéis Anantara

Cristina Borges de Carvalho
A nova definição de luxo tem tudo que ver com aproveitar o dia, impulsionada pela crença de que as experiências personalizadas e autênticas melhor combinam o dinheiro e o tempo dos viajantes, desencadeado pelo desejo de saborear o maior número possível de novos destinos e experiências emocionantes, enquanto ainda se quer viajar com conforto.
Esta tendência acompanha outros movimentos, como a procura de destinos isolados e intocados, ou evitar multidões em locais com excesso de turismo. De acordo com o último relatório da Virtuoso, a interação genuína com os habitantes locais proporciona aos viajantes uma apreciação mais profunda das pessoas e culturas que encontram. Cada destino, ao longo do percurso, deve enriquecer a sua experiência. Pode ser com alguém da zona, que tem tanto para contar, nova comida, ou experimentar diferentes momentos artísticos e culturais. No fundo, eles querem sentir o máximo que puderem, mesmo que tenham de explorar vários países, em viagens mais curtas. Por isso, podem querer combinar uma ski thrill com uma praia de sonho dolce far niente, ou uma city escape com uma aventura na selva. O foco está em diversas experiências que enriquecem a viagem a cada paragem. 
A comida também desempenhará um papel importante na apresentação da cultura e do património da região. Nesta viagem de nicho, os turistas dedicam um tempo considerável não só à recolha de restaurantes com estrelas Michelin, mas também a visitas gastronómicas, concentradas na exploração de comida e vinho indígenos, aulas de culinária, comer em casas particulares ou encontros farm-to-table. 
Na vida é a viagem que conta, não o destino. 
Aproveitar o dia é a regra mais importante. Adotando a filosofia de que a viagem é metade da diversão, os viajantes de luxo estão agora a optar por explorar as suas paixões. Exemplos poderiam incluir: contratar um personal shopper para guiá-los nas últimas lojas pop-up; fomentar os pequenos prazeres da vida, como degustar vinho com o proprietário de uma adega da zona; alugar uma Vespa para descobrir uma nova cidade ou uma Harley Davidson para se fazer à estrada. 
O interesse do consumidor está a mudar, e o viajante de hoje quer experiências únicas em vez de commodities. Para ter sucesso nesta indústria, os hotéis terão de conceber experiências locais e personalizadas emocionantes para os seus hóspedes. Os viajantes também querem ficar em lugares que reflitam o destino – estalagens cheias de caráter na Croácia, pequenos hotéis de bairro em Buenos Aires, ou mesmo casas particulares em Havana.
A vida é uma viagem, viaje-a bem.