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Guimarães

Um berço de ouro

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Ao longo dos tempos, foi alimentando um certo imaginário associado à fundação da nacionalidade… mas Guimarães é muito mais do que isso. É uma cidade antiquíssima que chega até nós inteira, que sobreviveu à incúria do (mau) gosto, até porque as pedras são mais pesadas que a leviandade. Guimarães é sobretudo viva, porque há gente que vive nela e essa gente, ao mesmo tempo que sente orgulho na herança dos séculos, torna-a dinâmica a todos os níveis. É uma cidade com cheiro, com sabor, com espírito, onde o património sobrevive incólume, convivendo em harmonia com o turismo e com a modernidade.
O Centro Histórico é Património Mundial da UNESCO desde 2001.
Caminhemos livremente do Castelo ao Paço dos Duques, do Toural à Colegiada, porque merecem visitas demoradas e porque é importante pisar a terra chã antes de subirmos à Penha. Calcorreando o traçado medieval da cidade, embrenhemo-nos na Praça de Santiago, no Largo da Oliveira e em todo o Centro Histórico, Património Mundial da UNESCO desde 2001. Extramuros, sintamos o pulsar do coração da urbe, no Largo do Toural; visitemos os museus, como o Museu Alberto Sampaio; percorramos as igrejas, como a de Nossa Senhora da Oliveira e a de S. Francisco. Respiremos a natureza nos parques e jardins, como aqueles que rodeiam o Palácio de Vila Flor, e aproveitemos para assistir a um espetáculo no Centro Cultural com o mesmo nome, um espaço de referência no panorama cultural nacional. Subamos à Penha. Terminar a visita num local alto é como começar tudo de novo ou, pelo menos, ver mais longe e sentir vontade de regressar, ver o que não foi visto e rever o que se vira! Para quê mais palavras?! Escrever é imitar o que deve ser contemplado e vivido: Guimarães, o berço de ouro!
T. Maria Amélia Pires
F. Direitos Reservados