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Maria do Céu Quintas

Presidente da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta

Maria do Céu Quintas

Pode a teia administrativa do Estado, a que juntam os infindáveis fios burocráticos, condicionar o desenvolvimento, ou o progresso, para usar o chavão tantas vezes desfilado na literatura do séc. XIX? Sim, pode!
Pode essa malha, feita amiúde com estudos inócuos e diplomas que desprezam a Geografia do País-Interior, inibir a vontade de Sonhar, e o arrojo de Fazer?
Em Freixo de Espada à Cinta, Não!
Desde logo, orgulhamo-nos da toponímia que a História concedeu. Metafórica, como convém à riqueza das palavras. Mas mais do que isso!
Freixo de Espada à Cinta é um nome que fermenta caminhos, acolhe um destino e apaixona quem se espraia por este oceano de montes a que responde a fertilidade do solo, abono do Património e labor das gentes…
Gentes que resistem, que se sacrificam, a gosto, pela terra mater. A mesma de onde um dia, desafiando distâncias e porventura amanhãs impossíveis, partiram Navegadores, Almirantes, Missionários e Homens das Letras que, ao ostentarem o nome de Freixo de Espada à Cinta, também glorificaram Portugal!
Estamos num lugar incomum, onde a imortalidade do belo garante lugar no Olimpo.
É assim com a Seda. Arte que resiste e entusiasma mãos laboriosas que colocam Freixo de Espada à Cinta no único lugar da Península onde, ainda, se trabalha a seda de forma 100% artesanal.
Do que é rico, genuíno e de nossa pertença, acrescem os vinhedos onde dançam cachos que, após responder à eficiência da arte, se transformam em vinhos onde a excelência respira nas ondas do copo, em hino às castas, por vezes centenárias.
Neste apego ao que não se esquece e que se ama, sintetizou Guerra Junqueiro «no Céu ou em Freixo de Espada à Cinta» quando interpelado sobre onde gostaria de ter nascido.
Assim é!