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Paulo Maló

Fundador da Malo Clinic

De há seis anos para cá, Paulo Maló tem passado a vida a viajar. Todos os meses faz uma volta ao mundo em visita às suas clínicas. Ora França, ora Japão, ora China, ora Áustria, ora Los Angeles, Nova Iorque, Chicago, mas, no final, regressa sempre a Portugal. Vive no planeta Terra. Percorre os seis continentes a dar palestras, apesar de não gostar de estar em grandes grupos, e a vida dele tem sido falar para 300, 400, 10.000 pessoas. Paulo Maló tirou o curso de Medicina Dentária na Universidade de Lisboa e, em 1995, fundou a Malo Clinic. É doutorado em Biologia Oral, é coautor de diversos livros e é orador. Dá aulas em várias universidades de prestígio e tem mais de 23 anos de know-how, de inovação, de rigor e de dedicação à medicina dentária.
Paulo Maló
Passa grande parte do seu tempo a viajar em trabalho...
Gosto de viajar, mas, por mim, ficava num só sítio, e esse sítio seria sempre longe de uma cidade, porque detesto cidades. Viajo porque temos clínicas em 20 países (somos o maior operador de Medicina Dentária do mundo). Não existe mais nenhuma empresa na área da saúde que esteja presente em 20 países. 

E essa presença exige que esteja em todo o lado, correto?
Nada se faz sem a presença do motivador. Qualquer empresa, para conseguir chegar a um ponto de sucesso, nomeadamente internacional, tem uma pessoa que começou o projeto. É uma pessoa que geralmente tem uma percentagem de loucura e tem uma capacidade e um self-confidence muito acima da média. Nesta empresa essa pessoa sou eu, não vale a pena estarmos com falsas modéstias.  Há pessoas que têm a mesma energia, mas não a mesma capacidade de visão. Outros têm a mesma capacidade de visão, mas não têm a mesma energia ou têm medo de apostar.

É o motor do projeto Malo Clinic...
Ainda sou o motor desta empresa, mas tenho perfeita consciência de que estou a trabalhar para fazer aquilo que se chama de «delegação de poder». O meu trabalho é estratégia internacional, ou seja, ver qual é o país em que vamos entrar. Vou visitá-lo, ver se temos parceiros, e depois digo se vamos avançar ou não. Se digo «vamos», então tenho de apoiar o projeto. Temos sempre a ideia de que somos insubstituíveis, mas claro que não sou insubstituível, pois se morrer amanhã alguém daqui há de levar as coisas para a frente, não é uma pessoa só, mas um conjunto.
«Há pessoas que têm a mesma energia, mas não a mesma capacidade de visão»
E há tempo para a família? 
Para estar mais tempo com a família não posso estar tanto tempo fora. Se não tivesse família isto era muito mais fácil. Aos 20 anos queria estar livre, mulheres o mais longe possível, 24 horas no máximo. Agora cheguei a um ponto em que gosto da família e gosto de estar com eles.

Formou-se em Medicina Dentária. Alguma vez sentiu que não tinha sido a escolha certa?
Formei-me em Medicina Dentária por engano. Nunca na minha vida quis ser dentista, não sei como é que isto aconteceu. Tenho a certeza absoluta de que se fosse engenheiro seria um bom engenheiro; só não conseguiria ser advogado e político, porque isso inclui dizer mentiras, e não consigo. 

E como é o Maló enquanto pessoa? 
Sou muito solitário, sou de poucos amigos. Sou muito bruto, sou filho de um agricultor. Ainda a propósito dos advogados, para eles a maçã pode ser a caca e a caca pode ser a maçã, por isso é que a maior parte dos políticos são advogados. Há poucos políticos e poucos advogados que sejam realmente honestos. Para mim caca é caca, maçã é maçã.
Maria Cruz
T. Maria Cruz
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